Tricampeão estadual, semifinalista da Copa do Brasil. Boas atuações dentro e fora da Ilha do Retiro. O excelente momento pelo qual o Sport vem passando é para deixar qualquer torcedor Rubro-Negro com um sorriso estampado no rosto.
O trabalho realizado pela diretoria e comissão técnica do Leão, em relação à concentração dos jogadores, tem sido muito eficaz. Agora, com o início do Campeonato Brasileiro, as atenções terão que ser dividas.
É o que garante o vice-presidente de futebol do Sport, Guilherme Beltrão. “O técnico Nelsinho Batista vem realizando um trabalho sério para que o foco seja mantido nas duas competições, separadamente. Temos que assimilar que são campeonatos diferentes, e que cada um tem o seu valor”, afirmou.
Falando na importância em conter o clima de otimismo em relação às semifinais da Copa do Brasil, quando se lembra que o Leão eliminou duas das equipes consideradas candidatas ao título, Beltrão provou o quanto está levando a sério os dois certames.
“Só falo na Copa do Brasil depois do jogo contra o Vitória, nesta tarde. A diretoria, os jogadores e todos que fazem o Sport estão voltados para o Brasileiro. Logo mais à noite, depois da partida, o Vasco será a melhor equipe do mundo para nós. A partir daí, as atenções estarão inteiramente voltadas para o desafio da próxima quarta-feira”, concluiu o dirigente.
No último dia 5 de maio, os torcedores de todo o país ficaram impedidos de tomar a famosa “cervejinha” nos dias que estiverem acompanhando os times de coração nos campos de futebol.
A medida faz parte do primeiro Adendo ao Protocolo de Intenções sobre combate à violência e segurança nos estádios, assinado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público (CNPG), Marfan Vieira.
Mas, a pergunta que fica no ar é: será que tal determinação vai mesmo contribuir de alguma forma para o combate à violência? A SportNet foi em busca de ouvir as partes interessadas. E as respostas surpreenderam.
O torcedor do Sport, Clóvis Gomes, por exemplo, não escondeu o jogo. “Na última vez que estive na Ilha (jogo contra o Internacional), eu e mais uns quatro amigos fizemos tudo para já entrar no estádio ‘ligados’. Chegamos, inclusive, a virar de uma só vez a latinha de cerveja no bar”, afirmou.
E a questão fica um pouco mais polêmica quando a voz é do clube. O Cel. Genivaldo Cerqueira, vice-presidente administrativo do Sport, fez questão de falar por si próprio. E garantiu: a violência acontece mais do lado de fora, e não dentro dos estádios.
“Futebol é fator que contribui para a paz. É o maior projeto social do país e ameniza a violência, não a aumenta. Essa história de que bebida influencia nos estádios é conversa mole, de quem está procurando mídia. Por que não proíbem a violência em casa de shows ou no carnaval também?”, argumentou.
E o Cel. lembrou mais: “Um exemplo do que o que eu falei é certo é a depredação dos ônibus antes mesmo do torcedor chegar ao estádio aqui em Recife. Outra coisa: em São Paulo, a bebida é proibida há muito mais tempo nos campos e o estado é o que registra maiores índices de violência no país”.
Quanto aos números, a notícia não é nada boa para os clubes. Principalmente no caso do Leão, que sempre registra boa média de torcedores nos jogos. “A arrecadação depende muito do jogo. Se o time vai bem o torcedor consome mais, por exemplo. Se a proibição permanecer, perderemos, em média, R$ 400 mil por ano”, disse Cerqueira.
Informando o Cel. sobre o que falou o torcedor Clóvis Gomes, ele não se surpreendeu. “No último jogo mais de 100 pessoas procuraram sair no intervalo para beber e voltar em seguida. Só que foram impedidos de fazê-lo”.
Sobre uma possível ação do Rubro-Negro contra a determinação, o Cel. afirmou que ainda é cedo. “Não sabemos de que forma os clubes vão agir. O Sport está aguardando o que vai acontecer para, só assim, se posicionar sobre o assunto”.
Ninguém pode negar que o atual momento do Sport é muito bom. Tricampeão estadual, o Leão chegou às semi finais da Copa do Brasil, depois de eliminar duas equipes consideradas candidatas ao título.
De desacreditado, o Rubro-Negro eliminou Palmeiras e Internacional. Agora, virou notícia. A imprensa do sul e sudeste, que antes taxou o Sport de azarão, agora tece comentários de mais respeito.
O que será que pensa Nelsinho Batista, sobre o suposto favoritismo agora imposto à equipe pernambucana? "Se tem um favorito nestas semi finais, é o Vasco, que é uma equipe que já ganhou Libertadores e vários títulos nacionais e internacionais", disse o treinador.
Em relação ao que fazer para que o excesso de confiança não tome conta do elenco, o comandante foi seguro na resposta. "O time está blindado à certas declarações da imprensa desde a primeira fase da competição. Para nós, isto não interessa. Estamos muito focados no objetivo e vamos seguir com a mesma determinação e respeito que nos fez chegar até aqui", garantiu.