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Nos times europeus, os projetos em longo prazo são desenvolvidos há muito tempo. Investem não só na estrutura para privilegiar os elencos como na marca. O marketing feito de forma inteligente move torcedores em todas as partes do planeta. Obviamente que as metas traçadas aqui na nossa nação tem suas diferenças, mas a necessidade de conviver num calendário cada vez mais curto, e de formar um produto especializado pela as exigências modernas, fizeram os representantes brasileiros acordarem a uma inevitável realidade.
Hoje a grande propaganda das administrações dos clubes no país é a construção ou reformas no CT, um passo certamente importante, no entanto insuficiente se ela for considerada a solução dos problemas num futuro próximo. O plano de gestão, apontados em diversos aspectos esportivos e não vinculados ao esporte, constroem o sucesso, ou seja, no planeta bola está inserido o empreendedorismo. O pioneiro foi o São Paulo, que antes já era considerado um modelo, e nos anos 2000 apresentou uma fórmula imbatível para viver dentro dos padrões atuais. Aqui em Pernambuco, a dificuldade de entender tais obrigações, fez os três da capital protagonizem um período negro na imagem futebolística do estado no início do século.
Após campanhas abaixo do esperado em 2004 e 2005 na Série B, o Sport decidiu direcionar seu olhar a frente. O resultado culminou em seis títulos de turno no Pernambucano e a Copa do Brasil. O excelente desempenho local e o maior respeito nacional não vieram do nada. Um grupo chefiado por Milton Bivar entendeu que para competir em alto nível, não poderia viver com visões atrasadas, e como o futebol moderno está sendo uma obrigatoriedade na sobrevivência, a tendência é os Leoninos permanecerem o patamar hegemônico no estadual, quando os rivais usam de estratégias incorretas ou ficam insistindo em se ausentar dos novos conceitos.
Enxergando em âmbito mundial e até em alguns pontos, nacional, os Leões apresentam algumas falhas, fruto da clara inexperiência em gerir dessa maneira, porém nada disso atrapalhou uma evolução inquestionável. Classificar-se para uma Libertadores depois de vinte e um anos, com plenas chances de passar a próxima fase, mostra o quanto o tri campeão pernambucano está no caminho certo. A boa campanha na competição continental vai deixar um nome respeitado em toda a América do Sul e posteriormente, se tudo der certo, no mundo.
Na atualidade, ninguém vence apenas com jogadores qualificados, mas também usando a visão empreendedora. Um início sucessivo tem sido observado no Sport. O desafio será superar aqueles que já tiveram essa idéia antes, é difícil, mas sem dúvida não é impossível. Será a hora de apresentar a todos um clube na modernidade, capaz de estar entre os grandes campeões.
Isaac Macêdo/Redação SportNet
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