Sport

Ilha do Retiro, 07/02/2012

07/04/2009 - 16h57

Tiro no pé: Revista lançada na Ilha coloca o Sport em nível de aldeia

Revista placar insinua que o Sport pratica um futebol de aldeia, com vários subterfúgios ilegais para ganhar seus jogos.

Fotógrafo: SportNet Imagem

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Reclamamos muito de ter sido lançada no Sport uma revista placar(veja materia), revista essa que nunca reconheceu nosso titulo de 1987, até levamos em consideração o fato do nossos atuais diretores responsáveis não saberem nada da história do Sport vide a funcionária, mas saber ler eles sabem com certeza. Como uma revista que tem uma matéria nos chamando de DESONESTOS E MALICIOSOS, pode ser lançada na ilha do retiro.

A capa da Revista Placar deste mês teve como destaque o volante Daniel Paulista do Sport. Além disso, a capa contém os seguintes dizeres: A Libertadores e o Sport têm tudo a ver. Torcida empolgante, jogadores empolgados. O frevo virou febre.

Por conta disso, o torcedor Rubro-negro fica estimulado a comprar a edição da Revistas.

E dentro da própria edição de abril da Placar, as reportagens favorecem o Sport, mas para variar, em uma parte, a revista dá um jeitinho de rebaixar o Leão, contradizendo as suas próprias reportagens. A contradição em questão é a chapa colocada na página

Esses motivos realmente se contradizem com as reportagens e tentam ofuscar os méritos do time Rubro-negro, a estrutura que o Sport possui e o planejamento maravilhoso feito pela diretoria e comissão técnica.

Os seis itens da chapa ou quadrinho dizem o seguinte: As armadilhas da Ilha. Saiba por que o Palmeiras teme Recife:

1 – Fogos de artifício perto do hotel

2 – Entrega dos ingressos para os visitantes, só no dia do jogo

3 – Sabotagem na comida.

4 – Defeito no veículo de escolta.

5 – Vestiário Alagado e trancado.

6 –  O locutor do estádio estimula o bairrismo.



Justamente por conta desses “itenzinhos”, que procuramos o presidente do Sport, Sílvio Guimarães, além do vice-presidente de futebol do clube, Guilherme Beltrão, e do diretor de futebol, Álvaro Figueira. E todos eles conversaram tranqüilamente com a SportNet.

Sílvio Guimarães
O presidente do Sport foi mais calmo em sua opinião sobre a falar. Ele revelou que a Placar e seu repórter foram equivocados em colocar aqueles itens. 

“Passei dois dias acamado, doente e só li a matéria no sábado dia 04. A imprensa diz o que quer, mais isso é um equívoco grande. Aquele quadrinho foi equivocado e mentiroso”, explicou.

Em relação as respostas do Sport na tal chapa que contém os seis itens, Sílvio falou: “Ninguém do clube deu aquelas respostas”, disse. 

Guilherme Beltrão:
O vice-presidente de futebol do Sport, Guilherme Beltrão, mostrou-se chateado em relação as seis itens colocados pela Revista Placar. Ele fez questão de comentar item por item e considerou as afirmações da chapa totalmente levianas.

“Aquela chapa na reportagem está totalmente mentirosa. Aquilo é uma inverdade. Eu não sei qual foi o objetivo, mas o repórter foi infeliz”, contou.

“Sobre os fogos, aqui em Recife nunca houve essa tradição. Isso aconteceu na partida com o Internacional aqui no Recife, pois no Rio Grande do Sul, a torcida do próprio Inter fez isso conosco”, explicou e falou sobre o item número dois. “A entrega dos ingressos para os adversários no hotel é mais outra mentira. Isso só aconteceu na final da Copa do Brasil. Como lá em São Paulo os 500 ingressos para Sport só foram entregues a nós no hotel que estávamos e no dia do jogo, também resolvemos fazer o mesmo aqui, ou seja, só retribuímos o tratamento que tivemos”, afirmou.

Em relação ao item três, relativo a sabotagem na comida, posso dizer que o repórter que escreveu isso é irresponsável. O Sport manipula os hotéis pernambucanos? Isso foi uma atitude irresponsável do repórter. A revista não deveria publicar uma matéria neste sentido. Mas isso só aconteceu porque Luxemburgo reclamou dessa questão dias após o jogo entre Sport x Palmeiras, se aproveitando daquele fato da partida entre Náutico e Botafogo. Esse negócio não existe no Brasil. A revista deveria ter um maior respeito conosco. Isso foi uma informação leviana”, contou.

Beltrão também falou sobre o item quatro, sobre defeitos em veículos de escolta. “Isso não aconteceu. Primeiro, quem dá a garantia aos clubes adversários é a Policia, que inclusive coloca vários veículos à disposição. Pernambuco é diferente de outros Estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, que só coloca um automóvel na escolta. Aqui a escolta é perfeita, nunca houve defeito. Que o diga a delegação do Corinthians”, explica.

O item cinco, que fala sobre vestiários alagados e fechados, deixa Beltrão muito irritado. “Isso é mais que ridículo. Isso foi “mau caratismo de quem publicou. Nenhum clube do Brasil, nenhum, teve esse tipo de reclamação aqui na Ilha do Retiro. Isso não aconteceu em nenhum momento da trajetória do Sport. É mais uma inverdade. Os nossos vestiários sempre estão abertos, prontos para receber os clubes. Aqui as coisas são feitas com responsabilidade, pois somos decentes e educados. É simples desmarcáramos esse repórter, basta ele dizer qual foi o jogo e perguntar aos atletas adversários se isso aconteceu”, questiona.

Em relação ao item seis, que fala da Rádio Ilha, Guilherme disse: “O que existe aqui é uma rádio, como na Bahia e em Porto Alegre. Ela não estimula nada de bairrismo. A Rádio Ilha só estimula a torcida a cantar os gritos de guerra do Sport, além de mostrar para todos o frevo pernambucano”, diz.

Na sua conclusão, Guilherme questiona as “respostas” do Sport na chapa. “Essas respostas não existem. Quero que o repórter diga quem entrevistou. Isso prova que ele é leviano. Todas as afirmações são de uma leviandade muito alta”, concluiu.

Álvaro Figueira
Depois das palavras de Beltrão, a SportNet entrevistou o diretor de futebol Álvaro Figueira, que assim como o seu companheiro de direção, também mostrou-se irritado com a Placar.

“Veja bem, Pedro, no que está escrito nas seis páginas foi positivo, mas o que está  naquele quadrinho foi uma tremenda canalhissse. Pedi para meus amigos enviarem correspondências através de e-mails para provar a mentira da placar. Aquilo tudo não existe, nunca houve”, afirma e acrescenta. “Esse negócio foi realmente rididulo, foi um desreipeito com o clube e com as pessoas que nele trabalham”, diz.

Em relação as “respostas” do Sport, Álvaro disse: “Ninguém respondeu nada”.

E assim como Guilherme, Álvaro também comentou alguns itens. “A questão dos fogos começou com a torcida do Internacional, em Porto Alegre, na Copa do Brasil 2008. Por conta disso, a nossa torcida fez, contra a nossa vontade, o mesmo contra o Inter aqui no Recife. Mas só foi isso, contra a gente também aconteceu no Rio de Janeiro (jogo com o Vasco pela Copa do Brasil 2008) e em São Paulo (jogo com o Corinthians pela Copa do Brasil 2008) e ninguém falou nada”, disse.

Álvaro aproveitou e falou sobre o item relativo aos ingressos e a “sabotagem na comida”. “A questão do ingresso nós apenas utilizamos o mesmo artifício do Corinthians, só isso. Em relação à comida, nunca houve nada de sabotagem. Ninguém tem nada a reclamar”, diz e complemente: “Eles só podem reclamar de uma bomba que atiraram no ônibus do Palmeiras, mas o Sport foi apedrejado no Rio de Janeiro e em São Paulo e ninguém questionou nada”, explicou e continuou: “Depois da vitória por 4x1 na Copa do Brasil sobre o Palmeiras tudo foi normal. O Luxemburgo disse que o Sport foi melhor e tudo mais. Só após vários dias que ele veio questionar a comida. Por causa disso, o hotel que ele disse ter sabotado a comida não aceita mais o Palmeiras”, revelou.

Figueira também falou dos vestiários e da escolta. “Em relação aos vestiários, sabemos que também é mentira. Todos campos antigos que têm os vestiários no fundo têm uma aguinha. Até o nosso vestiário tem. Nós sempre tivemos todo o cuidado com a recepção dos adversários.Sobre a escolta, ela é feita maravilhosamente pela polícia. Na final da Copa do Brasil, por exemplo, o Corinthians nunca viu tanto policiamento. Eles levaram 10 minutos, na hora do rush, de Boa Viagem para a Ilha do Retiro. Isso foi por conta da escolta”, afirmou.

E concluindo a entrevista, o dirigente revelou que não descarta a hipótese de haver uma influência de alguma parte para aquela chapa ter sido colocada no meio de repoirtagens que estavam exaltando o Sport. “O Palmeiras tem muita influência no eixo Rio/São Paulo, por isso não descartamos nada, mas sabemos que tudo isso é uma válvula de escape para uma derrota do Palmeiras. Se o Palmeiras perder, as desculpas já estão dadas”, terminou.

Ficamos realmente indignados, e você torcedor o que achou de uma revista com esse conteudo ter sido lançada na Ilha?


Redação SportNet



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