Reportagem: Isaac Macêdo/Edição: Pedro Jorge
A SportNet está apresentando um especial sobre o novo projeto das categorias de base do Sport. O especial é denominado “Base: um novo caminho”. Ele mostrará uma série de entrevistas com profissionais diretamente ligados a essa que é uma ferramenta essencial no modelo de clube moderno. Na primeira parte do especial entrevistamos o diretor de futebol amador Edgard Monteiro e na segunda o meia Kássio (que era da base e hoje integra o elenco profissional do Sport).
Nessa terceira parte do especial entrevistamos o treinador da equipe juvenil Roberto Coração de Leão. Ele fala sobre os deveres de um comandante de jovens atletas, além das melhorias dadas aos profissionais pelo novo projeto. Ele é um técnico que representa muito bem o nosso especial, não só por estar à frente de uma das equipes amadoras, mas também por ser um eterno ídolo do Sport.
1 – SportNet – Nos últimos anos o Sport tinha não tinha atletas da base no elenco profissional. Como você que é um ídolo do clube e que veio da base estava se sentindo com isso?
Roberto Coração de Leão – Senti bastante, pois isso mostrava que a base estava passando por muitas dificuldades, mas com a chegada dos novos diretores essa questão vem melhorando e vai melhorar ainda mais com a compra do novo CT.
2 – SportNet – Com o novo projeto, mais garotos estão tentando entrar nas equipes amadoras do Sport?
RCL – Depois da compra do CT realmente apareceu mais garotos, pois antes treinávamos em campos de várzea. Estamos realizando mais peneiras e tenho certeza que isso vai fazer com que nos próximos anos nós tenhamos times mais fortes para o crescimento do Sport.
3 – SportNet – Quantos jovens jogadores estão treinando na sua equipe atualmente?
RCL – Estamos com 30 garotos inscritos no Campeonato Aberto Juvenil, fora alguns em fase de testes, principalmente aqueles nascidos em 92 e 93, até porque muitos da minha equipe atual são de 91. Então com o processo de peneira estamos percebendo os valores capazes de compor nosso grupo no próximo ano.
4 – SportNet– Você que convive com o novo projeto acha que ele chegou a um patamar à nível de Brasil?
RCL – O nível que o Sport oferece atualmente é muito bom, mas ainda não está entre os grandes do Brasil. Em relação a Pernambuco ele é um dos melhores, pois o Sport está com vários projetos no acolhimento de garotos, de concentração no CT, de estudo e muito mais. Esse caminho vai dar muitos frutos para esses atletas fluírem na equipe profissional.
5 – SportNet – Como um treinador das equipes amadoras convive com as dificuldades familiares dos seus atletas?
RCL – Nós como treinadores das divisões de base temos que ser psicólogos, amigos e até um pai, até porque muitos garotos vêm de fora e se sentem meio atordoados pela saudade da família. Aqui sempre os orientamos para seguir o melhor caminho na vida e para sempre pensarem nos seus familiares. Fazemos com que eles enxerguem que o futuro deles depende deles próprios, pois os seus pais o trouxeram para cá (para o Sport) com a esperança deles se tornarem profissionais qualificados, com um comportamento exemplar. Conversamos sempre com os pais dos atletas quando eles visitar a gente e nós asseguramos um ótimo tratamento aos seus filhos.
6 – SportNet – Existe algum candidato da sua categoria à ídolo do Sport?
RCL – Existem muitos jovens no qual estão disputando essa atual competição comigo que estão despontando, se enquadrando no esquema de jogo, por isso acredito em alguns pelo seu bom início de carreira para figurar na equipe profissional, apesar de estarem ainda muito longe do objetivo principal.
Essa foi a terceira parte do especial “Base: um novo caminho”. Na quarta e última parte do à SportNet vai entrevistar o treinador do profissional Nelsinho Batista. Com a sua contribuição já antes mencionada no projeto da base, ele revela como um comandante da equipe principal deve agir para proteger atletas recém promovidos e ainda falará da importância das categorias amadoras num ano de Libertadores.