Sport

Ilha do Retiro, 17/05/2012

28/07/2011 - 11h00

Entrevista com Ribamar, eterno ídolo do Leão

Fotógrafo: Reportagem SportNet

Ex-meia Ribamar, ídolo do Sport

Ex-meia Ribamar, ídolo do Sport


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Em Recife para rever amigos, ir ao clássico entre Sport x Náutico na Ilha do Retiro pela Série B e fechar contrato para a fabricação de camisas licenciadas do Sport (alusivas ao título de 1987) com a sua marca, o ex-meia do Leão Ribamar, destaque do time Rubro-negro campeão brasileiro de 1987, concedeu uma entrevista exclusiva a SportNet.


Na entrevista o eterno ídolo Rubro-negro (que está com 48 anos) comentou sobre a sua vida, sobre a sua relação com o Sport e sobre o título de 1987. Ele ainda revelou que pretende voltar a trabalhar pelo Sport para conquistar mais títulos brasileiros pelo clube e voltar a disputar a Taça Libertadores.


Confira a entrevista na íntegra:


SportNet – Depois de sair do Sport, o Ribamar foi pra onde?


Ribamar – Comecei no extinto Pinheiros do Paraná e quando vim para o Sport estava no Santos, vim pra cá numa troca de atletas. Depois do Sport fui para o Corinthians, Palmeiras, Inter de Limeira, Fluminense, Santa Cruz, Coritiba, Ituano e CRB. Encerrei a carreira em 1994, perto do inicio da Copa do Mundo por conta de um problema na coluna. 


SportNet – Onde vive e o que anda fazendo hoje em dia?


Ribamar – Eu quando parei sofri dificuldades financeiras como vários atletas da minha época e tive que aprender a administrar os prejuízos. A carreira de jogador de futebol é curta e na minha época os jogadores não ganhavam tão bem como hoje, a nossa moeda não era tão forte e não existia empresários para cuidar da nossa parte financeira. Na minha época nem todo atleta sabia administrar bem o seu dinheiro, não fui exceção, mas aprendi a correr a trás e me recuperei depois de estar no fundo do poço. Hoje vivo em minha Terra Natal que é Curitiba e sou empresário, mas também já fui treinador do Juniores do Paraná. Atuo há anos alugando campos e quadras para treinamentos de escolinhas, mas tenho outros projetos, inclusive visando o Sport.


SportNet – Que tipo de projeto é esse que o Ribamar quer implantar no Sport?


Ribamar – Pretendo vir morar no Recife, trabalhar pelo Sport. Já trabalhei dois anos com gestão esportiva, também fui treinador do juniores do Paraná Clube e queria realizar um trabalho altamente profissional dentro do Sport. Quero ser bicampeão brasileiro pelo Sport e voltar a Libertadores, dessa vez trabalhando fora do campo. O trabalho que pretendo fazer engloba as categorias de base e a profissional. Na profissional é necessário um resultado imediato com contratações criteriosas e na base pretendemos realizar um trabalho a longo prazo. Na base penso em preparar os atletas a partir dos seus 15 anos, pois a base é que dá rtonor hopje em dia. Ficaria agradado do presidente (Gustavo Dubeux) me procurasse para conversar. A profissionalização do Departamento de Futebol é interessante e gostaria de trabalhar como um diretor. Queria explorar muita coisa no Sport e tenho muitas ideias. Há cinco anos que venho passando esse meu pensamento para pessoas no Sport e agora acho que seria um momento proveitoso. Vivemos de sonhos, sonho em ser bicampeão brasileiro se tiver a chance. Tenho muita vontade de ajudar o Sport e me auto ajudar também.


SportNet – O que representa o Sport para você? Acompanha o clube?


Ribamar – Tenho muita saudade do Sport em termos de convivência. No Sport foi onde cheguei ao auge da minha carreira e tive com o clube a sincronia que todo ser humano quer ter com o seu trabalho. O Sport foi muito importante para mim e eu amo o clube. Estive no Sport em uma das maiores fases do clube, senão a maior. Sobre acompanhar o clube, acompanho sim. Eu sou torcedor de carteirinha e sempre vejo os jogos pela TV e acompanho pela internet. Sou torcedor apenas do Sport.


SportNet – Em 2007 com o presidente Milton Bivar e o vice-presidente de futebol Homero Lacerda o Sport homenageou os seus atletas campeões brasileiro de 1987 no gramado, antes de um jogo com o Cruzeiro pela Série A. Na época o clube não conseguiu reunir todos os campeões, mas a homenagem não deixou de ser bela. Você acha que o Sport poderia lembrar mais das conquistar passadas e homenagear os seus campeões, os seus ídolos, de uma maneira melhor?


Ribamar – Sem dúvida! O título de 1987 é a maior conquista do Sport junto com a Copa do Brasil de 2008. Essas conquistas são muito importantes para o clube e têm que ser lembradas sempre. O clube tem que lembrar sempre das pessoas que lhe deram momentos de glórias independente de qualquer coisa. Os clubes do Sul do país sempre fazem homenagens as suas conquistas e aos seus ídolos. Às vezes é necessário relembrar o passado, homenagear os ídolos, pois queira ou não é importante. As homenagens de conquistas fazem a torcida e os atletas que participaram delas revivê-las, faz o torcedor mais jovem conhecer mais sobre a conquista e ainda pode motivar o time atual. A homenagem poderia acontecer todos os anos, no aniversário do clube.


SportNet – Comente sobre o título Brasileiro de 1987, sobre a mídia do Sul que diz que o Flamengo é o campeão daquele ano, indo de encontro até uma decisão judicial. Ainda tem contato com algum companheiro daquela época?


Ribamar – Tenho contato com o Estevão (Soares), com o Leão (Émerson), com o Cláudio (Mineiro) e com o Zico (que era meia do Sport), que está vivendo em Curitiba perto de mim. Sobre a mídia do Sul do país ela infelizmente é contra o Norte e o Nordeste. Os sulistas se acham superiores. Joguei em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e sei disso. O Flamengo realmente foi campeão de 87, mas do seu módulo (o verde). O Flamengo tem que se considerar campeão do que disputou e não campeão brasileiro (da Copa União), pois o campeão brasileiro foi o Sport. O regulamento da competição foi assinado por todos e determinava um cruzamento do campeão e do vice do módulo verde com o campeão e o vice do módulo amarelo e o Flamengo não cumpriu, assim como o Internacional (vice do módulo verde). O Sport foi campeão do seu módulo (o amarelo) e cumpriu o que foi assinado junto com o Guarani (vice do módulo amarelo) e por isso disputaram a final, sendo o Sport campeão. O Sport é oficialmente o campeão brasileiro de 87. A imprensa do Nordeste tem que divulgar e cobrar a verdade sempre, que é uma só. Acho que tudo aquilo foi culpa do Clube dos Treze e da CBF, que não era respeitada na época. Lembro que em 2000 na Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro) também houve cruzamentos de módulos e o São Caetano de um módulo disputou a final com o Vasco que era de outro. Os dois clubes entraram em campo e o Vasco foi o campeão brasileiro. Acho que em 87 o Internacional foi um grande prejudicado com a situação, pois não quis jogar quando podia ser campeão brasileiro sem ter sido campeão do seu módulo. Se a CBF fosse uma entidade respeitada na época esses clubes que rejeitaram entrar em campo poderiam cair de divisão como forma de punição. O Flamengo quis bagunçar um campeonato que o regulamento já estava definido antes do início, inclusive todos que participaram foram a favor do regulamento. Hoje o Flamengo só faz passar vergonha com esse assunto. O Flamengo quer usar a força da torcida e a influência dos jogadores da época para tentar ter o que não é seu. Quem tem que ser cobrado é a diretoria do Flamengo da época, pois ela que não deixaram os seus atletas jogarem. Em 1988 (no Campeonato Brasileiro, também chamado de Copa União) o Bahia foi o campeão brasileiro e saímos nas quartas de final para o Bahia com dois empates (0x0 na Ilha do Retiro e 1x1 na Fonte Nova) e o Flamengo nem chegou as finais, por isso provamos que tínhamos time. Quase seríamos bicampeões consecutivos.


SportNet – Vamos voltar a falar do seu amor pelo Sport. Como o Ribamar se sentiu com a perda do hexa campeonato pernambucano este ano?


Ribamar – Fiquei triste demais. Mas aquele fato do suborno (caso Eduardo Ramos) foi o que mais me chateou.Lá em Curitiba todos me vêm como uma referência do Sport e por isso aconteceram muita cobranças e brincadeiras comigo. Não sabia nem por onde andar. Acho que o título foi perdido em virtude principalmente disto. Mas sempre defendi o Sport.


SportNet – O que é a torcida do Sport par ao Ribamar?


Ribamar – Eu já joguei em clubes como Corinthians, Palmeiras, Fluminense e Santa Cruz, que têm torcidas maravilhosas, mas a torcida do Sport foi a melhor, não tem igual.


SportNet – Vamos entrar mais na sua questão pessoal. O torcedor do Sport sempre quer saber de tudo dos seus ídolos, então fale da sua família.


Ribamar – Sou casado há 26 anos e tenho um casal de filhos. Meu filho tem 23 anos estuda em uma universidade em Nova Jersey nos Estados Unidos. Ele cursa Educação Física, mas a especialidade é a fisiologia do exercício. Ele Também joga pela equipe de futebol da faculdade. Já minha filha está no terceiro ano do ensino médio.


SportNet – Vamos partir agora para as curiosidades. Qual foi o maior jogador que você viu no Sport? Qual o que se parece mais com você dentro de campo? Também revele o seu ídolo no futebol e qual foi o melhor time do Sport que você viu jogar?


Ribamar – O maior jogador que eu vi no Sport foi o meia Juninho Pernambucano, que ainda joga futebol. Ele tem uma excelente bola parada e joga muito, tanto que é um DEUS na França. Ele talvez não mostrou tudo o que sabe no Sport, mesmo assim foi demais. O Sport também teve um grande jogador que foi o meia Jackson, que também joga atualmente, mas esse era mais um motorzinho. O meu ídolo é o Ronaldo Fenômeno e o jogador do Sport que mais se pareceu comigo foi também o Juninho Pernambucano. Amigos meus e do próprio Juninho até já me falaram que ele se espelhou muito em mim para jogar futebol. Já sobre o time do Sport que mais se destacou é difícil falar, mas eu sempre falo do time campeão da Copa do Brasil de 2008, pois aquele time era muito entrosado, mesmo sem ter grandes craques.


Camisa


As camisas licenciadas do Sport alusivas ao título de 1987 com a marca de Ribamar vão ser fabricadas em breve. O escudo vai ser o mais perfeito já feito em relação a 87.

 

Pedro Jorge / Redação SportNet
pedrojorge@sportnet.com.br

 

 

 

 

 

 

 



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comentários (1)

Raphael Nascimento Cisneiros
Cisne - 20/08/2011 - 21h09

Parabens a sportnet pela excelente materia com o Ribamar, eterno idolo do SPORT. A presidencia do SPORT deveria procura-lo para conversar sobre este projeto que ele tem para o SPORT. E importante que reconhecamos os nossos idolos e que eles estejam proximos do clube.




 
 
 


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