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Fotógrafo: WILSON NETO
Com o sucesso da gestão Milton Bivar/Sílvio Guimarães, refletida pelos resultados positivos em diversas modalidades amadoras, conceitos modernos de estrutura e marketing, além do aumento de patamar futebolístico do Sport, através do reconhecimento mundial devido a positiva campanha na Libertadores, a SportNet procurou o atual presidente para nos explicar melhor sobre essa nova realidade político administrativa. O dirigente relata sua trajetória, a realidade Rubro Negra antes da sua chapa assumir, os avanços, e faz um convite para atrair novos sócios, afim de captar recursos para o projeto crescer ainda mais. Confira a entrevista:
1 – SportNet - Como você encontrou o clube na parte administrativa, quando todo projeto começou, no caso no início da gestão Milton Bivar?
Sílvio Guimarães – O Sport vinha de uma Série B do Brasileiro, e Milton Bivar, junto Gustavo Dubeux, Guilherme Beltrão, entre outros, conseguiram com muita dedicação o acesso. A partir daí foi feito um projeto para que o Sport pensasse sempre grande. Chegamos a ganhar títulos pernambucanos conquistando os dois turnos, conquistamos a Copa do Brasil, nesse ano conseguimos o tetra do Pernambucano invictos, e uma boa participação na Libertadores. Pretendemos sempre estar disputando esses campeonatos internacionais, para fixar a nossa grandeza nesse cenário, através do planejamento desenvolvido nesses últimos três anos.
2 – SportNet – Quais foram os principais pontos, que fizeram vocês pensarem na necessidade de mudar a forma de gerir o clube?
SG – Trabalhamos bastante com humildade e ajuda de Deus, percebendo que era preciso fazer avaliações criteriosas sobre quem contratar. Trouxemos o técnico certo, graças à inteligência de Guilherme Beltrão, o sucesso de Nelsinho está claro, todos os jogadores foram minuciosamente observados antes de assinarem conosco. Fizemos esses planos com muito trabalho.
3 – SportNet – O pioneirismo dessa forma de gerir em Pernambuco e até no Nordeste, foram dificuldades de aceitação do público, e até de outras correntes políticas do clube?
SG – Na verdade não queria se presidente, fui indicado para assumir o clube por ser vice de Milton e não aceitei, mas observamos que através do processo político, o nosso candidato ainda estava “verde” para tal cargo, sem muita intensidade eleitoral, então posteriormente foi novamente lançado meu nome e assim aceitei o desafio. No início foi difícil, pois outras correntes não acreditavam em mim, por ter vindo de camadas populares do clube, no entanto quem me conhecia sabia da minha competência, história através de diversos cargos no qual exerci, e principalmente amor ao Sport. Cada dia mais provo não ser necessário ser senhores de engenho ou mega empresários para estar na frente do Rubro Negro, basta ter inteligência administrativa e dedicação.
4 – SportNet – Existiu algum projeto modelo no Brasil que fez o Sport se inspirar no seu?
SG – Tem. Observado na parte de futebol temos o São Paulo, Cruzeiro, como clube num todo existe o Pinheiros, o Paulistano, ambos paulistas. Eles conseguiram, pois fizeram um projeto de dez anos. O São Paulo para ter todas essas conquistas, teve muitas dificuldades para construir o Morumbi e montar suas equipes.
5 – SportNet – Hoje vemos melhoras significativas no aspecto estrutural e de marketing. A compra do CT de Paratibe, e nova idéia da Galeria da Torcida, são exemplos de melhoria nesses pontos. Existem outros projetos dessa linha que o torcedor verá num futuro próximo?
SG – Vemos como prioridade, e o marketing precisa se envolver nisso, é uma campanha para aumentar o quadro associativo. Hoje o Sport tem apenas nove mil sócios, enquanto clubes de menor expressão possuem trinta mil. Captando recursos através dessa maneira, poderemos aumentar a estrutura, afinal não adianta nada termos no CT cinco campos para treinar, se não houver boa qualidade de alojamentos, vestiários, parte sanitária e auxílio escolar. Pretendemos melhorar as nossas condições do centro de treinamento, para em médio prazo formarmos novos “Ciros”, “Kássios”, “Juninhos”, agora para isso, seria importante o aumento do número de associados.
6 – SportNet – Falando dos resultados em campo, a participação da Libertadores, pode ter sido considerado um avanço traçado pelo planejamento de futebol?
SG – Foi. Nós fizemos uma belíssima campanha e saímos por fatalidade. Ainda hoje, após dias do jogo contra o Palmeiras, estamos sendo elogiados pela imprensa mundial, e sabemos que podemos estar novamente na Libertadores.
7 – SportNet – Quais são os próximas etapas no futebol que o Sport deseja alcançar, pensando em longo prazo?
SG – Conseguir a vaga na Libertadores, ou pelo menos a Sul Americana.
Isaac Macêdo/Redação SportNet
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