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O Sport Club do Recife, está leiloando a camisa 200 de Dutra, autografada por ele mais a bola do clássico Sport x Santa Cruz, autografada por Ciro e Eduardo Ramos (os dois que fizeram o gol.) Toda a renda vai ser revertida para Veronaldo, torcedor do Sport que levou uma pedrada no Clássico Santa Cruz x Sport e está em estado vegetativo.
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Confira abaixo mais informações tiradas do diário de Pernambuco
Veronaldo Silvino da Silva tem 24 anos. Há mais de dois anos passa o dia deitado numa cama arrodeado de travesseiros. Não fala. Emite poucos sons, em horas de necessidade. Quando tem fome, por exemplo. Se alimenta através de uma sonda e sai de casa apenas para realizar exames complexos. Os mais simples são coletados em casa. Os movimentos das mãos são descordenados. Sua mãe, Hozineide Gomes Xavier, conta que recentemente ele passou a expressar algumas vontades piscando os olhos. "Ontem eu disse para ele piscar duas vezes se ele estivesse com fome e ele fez", relata Hozineide.
Aconteceu assim na noite de 11 de abril de 2007. não valia mais nada. O Sport havia conquistado o título de forma antecipada. O jogo no Arrruda era apenas para cumprir tabela. Nado, como é chamado pela família, viu a chance de assistir a um jogo do seu time.
Veronaldo comprou a sua entrada com antecedência. Outro amigo se juntou à dupla e o destino se encarregou da tragédia. "O outro amigo não tinha ingresso e os três precisaram comprar. Foram na bilheteria do Sport e tinha acabado. Os três foram comprar na bilheteria do Santa Cruz. Foi quando aconteceu a tragédia", recorda a irmã Verônica Gomes da Silva, 26 anos. Quando estava na Avenida Professor José dos Anjos (avenida do canal), começou uma chuva de pedras atiradas da escadaria que dá acesso ao anel superior. Uma delas atingiu o jovem, então com 21 anos.
A notícia
"Nado foi para o campo, levou uma pedrada na cabeça e está em coma no HR." Hozineide lembra exatamente como recebeu a notícia do acidente do filho. A porta voz foi a filha, por telefone. Na época Hozineide residia na Holanda, onde tinha uma floricultura. "Você pode não entender porque não é mãe, mas no mesmo dia eu senti um pressentimento, um mal-estar e fiquei com aquilo guardado. Quando falei com a minha filha dias depois e ela disse: 'mãe, eu tenho uma notícia ruim', já perguntei o que tinha acontecido com Nado", lembra. Ao saber do fato, ela abandonou tudo e voltou para cuidar do filho.
O cenário
Hozineide chegou ao Recife somente uma semana depois, por causa da disponibilidade de voos. Encontrou o filho em coma profundo. "Cheguei a ouvir uma enfermeira dizer que era melhor que ele tomar um 'boa noite cinderela', insinuando que não tinha como escapar", diz a irmã Verônica. "Morei no hospital durante oito meses. Dia e noite fiquei com ele. Não deixaria um filho meu por nada", relata Hozineide, que em maio do ano passado sofreu outro forte abalo. Num acidente de moto, seu filho do meio, Veronildo, morreu. "Ele me ajudava muito a cuidar de Nado", diz.
Hozineide que lembra com detalhe a última visita que fez ao filho. "No início de 2007 eu estava aqui. Viajei no dia 3 de abril. Ele foi me deixar no ônibus que ia para o aeroporto. Levou a minha mala. Me lembro dele acenando."
A fé
Os primeiros diagnósticos médicos recebidos pela irmã Verônica eram desanimadores. "Eles diziam que se ele sobrevivesse ficaria em cima da cama o resto da vida." Quase três anos depois do incidente, a situação de Veronaldo pouco alterou. Mas a esperança continua. "Ele tinha acabado de noivar quando tudo aconteceu. Estava programando o casamento. A noiva dele até hoje espera por ele, com aliança no dedo e tudo. Ele é um menino muito forte e outro médico falou que ele pode se recuperar. Eu sei que ele vai melhorar."
O abandono
Até hoje Hozineide guarda o ingresso do filho do fatídico jogo. O bilhete com identificador D-0032687 tinha, como estabelece o estatuto do torcedor, apólice de seguro - número 824/60.0001340.01/13/01/2010. No ingresso, está estampado o nome da Seguradora Vera Cruz. "Nunca recebemos nada. Ninguém sequer visitou meu filho. Logo depois do acidente, ainda recebi alguns telefonemas prometendo ajuda, mas nada", alega. Segundo ela, o inquérito policial também foi abandonado. "Uns policiais chegaram a vir na minha casa perguntando se poderiam levá-lo para fazer exame de corpo e de delito. Eu autorizei, mas eles nunca mais apareceram. A gente foi várias vezes na delegacia, mas não conseguimos nada." Até mesmo o advogado contratado deixou o caso de lado. "Ele não atende mais as ligações", afirma. "Se fosse alguém influente, com certeza não seria esquecido. Mas não vamos desistir", acrescenta a irmã.
O apelo
Hozineide mora com Veronaldo na residência onde tinha montado uma pequena distribuidora de água mineral para o filho. A casa, em Peixinhos, Olinda, é pequena e o custo de manutenção é muito alto. A renda da família é restrita à aposentadoria de Nado e de uma ajuda do pai. Para conseguir melhores condições de tratamento, ela fez um plano de saúde. Na quinta-feira, Veronaldo fez a primeira ressonância magnética desde que saiu do hospital. "Não queria nada demais. Só que ajudassem no tratamento do meu filho. Tenho certeza de que ele poderia se recuperar mais rápido, ele estaria melhor. É muito triste ver o meu filho nessa situação todos os dias."
O portal SportNet, também abraça essa causa e pede a sua ajuda, por enquanto o que podemos fazer é divulgar o leilão dessa camisa, inteligentemente idealizada pelo dept de marketing do Sport.
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